A crise de valores e o fortalecimento da Reputação

Já virou clichê dizer que o mundo enfrenta uma crise de valores éticos e morais. Que o “ser” deu espaço ao “ter”. Que a humanidade não tem salvação. Apesar de clichê, é verdade que estamos vivendo em um mundo vazio de respeito ao próximo, de comprometimento e de solidariedade. E é verdade também que muitos de nós, incluindo a pessoa que vos escreve, cansamos deste mundo de aparências. Queremos vida real e mais contato com o outro.

As pessoas estão à procura da verdade. Querem marcas que tenham também as suas verdades, que saibam quais são os seus propósitos. Os brasileiros, mais que outros povos, apostam em relacionamentos com marcas. E, como relacionamento saudável, entende-se algo que seja bom para todas as partes. Cansamos de sermos explorados.

A cobrança da sociedade por produtos e serviços mais justos e honestos começou. E está pesada nas redes sociais, transparecendo a inquietação que as pessoas estão sentindo. O movimento Rio $urreal – NÃO PAGUE, por exemplo, teve tanta acolhida que, rapidamente, passou a receber exemplos vindos de outras cidades e Estados, que mostram um Brasil $urreal.

É neste contexto que as empresas que propagam valores se destacam e fortalecem as suas reputações. Não é necessário um investimento altíssimo em Comunicação. Um comportamento respeitoso com o consumidor e com os outros stakeholders, coerente com valores éticos e morais, vale mais do que muitas campanhas caras e vazias. Quando a empresa sabe a que veio e respeita os seus stakeholders, as crises são mais facilmente contornáveis.

Como está a empresa onde você trabalha neste cenário? Ela tem verdades? Sabe a que veio? Quais são os valores que ela propaga? Ela respeita os stakeholders? Se alguma das respostas for negativa, não desanime. Sempre há espaço para melhorar.

Veja o artigo original de Tatiana Maia Lins publicado no site da Aberje dia 05/02/2014.

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